30 de agosto de 2010

Quase revivemos o pan de 1987

O Brasil esteve a dois lances-livres de levar o jogo contra os EUA para a prorrogação e buscar uma vitória contra a seleção da NBA. Tudo bem, não é propriamente a seleção da NBA, mas estão lá Kevin Durant, cestinha da última temporada, Derrick Rose e Chancey Billups. E o Brasil jogou sem Anderson Varejão, que continua se recuperando de uma torção no tornozelo. E nossa seleção poderia ter ganho, especialmente por ter mostrado uma defesa tão sólida. Até a metade do terceiro quarto o jogo foi brasileiro e os EUA chegaram a ficar oito pontos em desvantagem. Só passaram à frente depois de marcarem oito pontos seguidos, virando o placar em 55 a 50. O Brasil ainda empatou em 62 a 62, a pouco mais de oito minutos do final do jogo, mas não conseguiu retomar a liderança.

Faltando 10 segundos Alex pegou o rebote de um arremesso de três de Billups e passou para Marcelo Huertas, que atravessou a quadra e penetrou no garrafão, recebendo uma falta a três segundos do fim. Infelizmente errou o primeiro lance-livre e no segundo foi obrigado a forcar o rebote, que ele mesmo pegou e passou para Leandrinho embaixo da cesta. Por um triz o arremesso de Leandrinho, bastante desequilibrado e com Kevin Love em suas costas, não caiu e provocou a prorrogação. No final 70 a 68 e o doce amargo de quase ter surpreendido os EUA mais uma vez, como no Pan-americano de 1987, embora a vitória hoje não tenha parecido nada impossível. Especialmente se o Brasil não tivesse insistido tanto nos arremessos de três pontos: as últimas sete tentativas de três foram desperdiçadas, incluindo uma sequência de quatro bolas de três no espaço de 1:25m.

Destaque para Marquinhos, que foi o cestinha brasileiro com 16 pontos e seis arremessos convertidos em oito tentados, um aproveitamento fantástico de 75%. Kevin Durant marcou 27 pontos, pegou 10 rebotes e jogou uma barbaridade. As análises nos principais sites destacaram a atuação brasileira, e o site da NBA chegou a colocar em dúvida o favoritismo norte-americano:
- BasketBrasil
- FIBA (em inglês)
- LNB
- NBA (em inglês)

23 de agosto de 2010

Alguns resultados na preparação para o Mundial

Primeiro o Brasil: depois de uma sequência de quatro derrotas (Argentina, Espanha, França e Austrália), a seleção atropelou a Costa do Marfim por 95 a 54. Leandrinho (20 pts) foi o cestinha, mas o destaque do jogo foi Marcelo Machado que marcou 18 pontos e liderou a partida em rebotes (8) e roubadas de bola (5), além de anotar um aproveitamento de 58% nos arremessos. O Brasil foi impressionante, apesar da ausência de Anderson Varejão dominou o jogo a partir do segundo quarto e terminou com um aproveitamento geral de 55%. É uma grande melhora considerando que contra a Austrália nossa seleção só acertou 1 de cada 3 arremessos tentados.
Notícias da vitória brasileira aqui, aqui e aqui.

A Austrália, além de bater o Brasil, venceu a França e já conquistou o Torneio de Lyon, salvo por um desastre que a faça perder para a Costa do Marfim, jogo a ser disputado nesta quarta às 13:00hs de Brasília. Brasil e França jogam logo a seguir, às 15:30, desta vez para valer, já que a partida realizada no dia 19 foi um amistoso de portões fechados com placar de pelada: 58 a 56 para os franceses. É possível acompanhar o Torneio de Lyon neste site.

Os EUA venceram a Espanha em partida muito interessante, decidida nos segundos finais. Depois de ficar quase todo o jogo em desvantagem, a Espanha virou o placar no final, apenas para ver Kevin Durant e Derrick Rose fecharem a conta. O primeiro marcou 25 pontos e deu dois tocos no último ataque dos espanhóis, o segundo anotou os últimos quatro pontos norte-americanos, com penetrações partindo da cabeça do garrafão. Resultado final: EUA 86 x 85 Espanha, e a promessa de um belo duelo na segunda fase do Mundial.

A Alemanha, jogando em casa, bateu Porto Rico em dois jogos, por 10 e 20 pontos. Argentina e Turquia venceram seus jogos contra Canadá e Líbano e vão se enfrentar. E, em mais um quadrangular preparatório, a Rússia bateu a Croácia, depois de também vencer Jordânia e Nova Zelândia.

O Mundial começa dia 28 de agosto, próximo sábado.

17 de agosto de 2010

Espanha confirma favoritismo

Nos dois primeiros quartos a Espanha dominou o jogo, fechando a primeira metade em 44 a 34. A terceira etapa começou morna até que o Brasil marcou 17 pontos em três minutos e meio, contra apenas cinco da Espanha, tomando a liderança em 51 a 49. Mas os espanhóis reagiram e fecharam o quarto com nove pontos de vantagem: 64-55. Leandrinho comandava a seleção com 12 pontos e 55% de aproveitamento nos arremessos, mas Fernando San Emeterio balanceava com seus 10 pontos e 57% de aproveitamento.

O quarto decisivo chegou em sua metade com Leandrinho desclassificado com 5 faltas e o placar de 8 a 5 para os espanhóis, que abriram liderança de doze pontos parecendo ter resolvido a partida. Como de fato resolveram, haja vista que nos minutos finais nada mudou e o placar final marcou 84 a 68 para o time da casa. Marcelo Machado foi o cestinha da partida (14 pontos) e Murilo, o reboteiro (9 rebotes).

Brasil perde para a Argentina e enfrenta hoje a Espanha

A partida foi equilibrada, mas a Argentina mostrou superioridade e manteve uma direrença de oito a dez pontos nos minutos finais. A vinte e quatro segundos do fim o placar era de 75 a 69, e no perde e ganha final fechou em 77 a 73. Tudo isso acompanhando pelo site http://baloncestoenvivo.feb.es/, já que o jogo não foi transmitido por nenhuma emissora de TV. O SportTv chegou ao absurdo de exibir, durante uma entrevista com Murilo por telefone, imagens das partidas disputadas em Brasília há mais de uma semana (veja aqui).

Pelos números, e pelos relatos, Varejão foi o grande nome da partida liderando o Brasil em pontos (14) e o jogo em rebotes (12). Marcelo Machado marcou 13 pontos (3 cestas de três em cinco arremessos) e Marcelo Huertas liderou em assistes (9). No último quarto os pontos brasileiros foram bem distribuídos entre Marquinhos (5), Murilo e Marcelo Huertas (4 cada) e Marcelo Machado (3). Outros cinco jogadores fizeram dois pontos cada no quarto decisivo.

Hoje tem Brasil e Espanha às 15:30h de Brasília (20:30 no horário local), e novamente só será possível acompanhar pelo site http://baloncestoenvivo.feb.es/. Ou talvez seja possível acompanhar a transmissão on-line em http://www.lasexta.com/programa/ver/vuelve_la_roja__la_gira/4892, mas não garanto.

Leia mais sobre Brasil x Argentina no BasketBrasil

16 de agosto de 2010

Um resumo das últimas semanas

Fora do ar por umas semanas, vamos a um resumo do que andou acontecendo no mundo do Basquete. O fato mais importante, sem dúvida, foram os jogos da seleção masculina, com a presença dos jogadores brasileiros da NBA. O Brasil venceu com muita facilidade Venezuela e Angola pelo Torneio Super Four em Brasília. Nêne não jogou e Tiago Splitter disputou apenas a primeira das partidas. Os jogos foram em ritmo de treino, especialmente o primeiro, mas já foi possível perceber que os reservas brasileiros terão muita dificuldade para manter o nível do time titular.

Em seguida a seleção embarcou para Nova Iorque para disputar partidas contra China (vitória fácil), e Porto Rico - uma partida esquisita com placar baixo e derrota brasileira em exibição péssima. E agora se encontra em Logroño, na Espanha, para mais um torneio amistoso contra Argentina e a seleção da casa. O primeiro jogo é hoje, contra nossos hermanos, às 15:30h de Brasília (20:30h horário local). Dá para acompanhar as informações do jogo ao vivo pelo http://baloncestoenvivo.feb.es/. Nenê e Splitter continuam sem jogar, pois ainda se recuperam de lesões, mas estes dois jogos devem ser bem mais interessantes.

A seleção feminina conquistou neste fim de semana o título sul-americano com uma inacreditável facilidade: o jogo mais disputado do time brasileiro foi a final contra a Argentina, conquistada por "apenas" 26 pontos de diferença (94 x 68).

Na NBA tudo mais ou menos calmo enquanto os EUA se voltam para sua seleção nacional, que neste fim de semana bateu a França por 30 pontos e a China por quase 50. Não é o Dream Team, especialmente depois que perdeu seus pivôs por lesões, mas o time de Kevin Durant, Chauncey Billups e Derrick Rose ainda é o favorito para o título mundial.

Por último: para quem, como eu, não pôde vivenciar o passado glorioso do basquete brasileiro, é surpreendente saber que Ubiratan Maciel se tornou o segundo brasileiro a entrar para o Hall da Fama norte-americano. Veja a reportagem no blog de Guilherme Buso e o perfil do Bira no Hall of Fame. Surpreendente, no caso, é conhecermos tão pouco sobre uma história razoavelmente recente de nosso esporte, que ganha mais destaque no exterior do que no Brasil.

16 de julho de 2010

Analisando as mudanças de regra (2) - três pontos

Outra mudança nas regras foi o aumento da distância da linha de três pontos, que passa dos atuais 6,25 metros para 6,75m. Se a intenção era padronizar, faltaram 49 centímetros para chegar nos 7,24m (23 pés e 9 polegadas) da NBA. Provavelmente a distância será igualada no futuro, a transição sendo feita em duas etapas para evitar um impacto significativo no aproveitamento dos arremessadores.

O atual aumento de meio metro deve trazer duas consequências. Uma menor e transitória, será justamente a redução temporária do percentual de aproveitamento dos especialistas em três pontos, até que se adaptem ao novo perímetro. Outra consequência será o maior espaçamento da defesa. Como os arremessadores se posicionarão mais distantes do aro, seus marcadores terão que percorrer uma distância maior para realizar uma ajuda defensiva a uma penetração ou ao pivô, tornando a defesa mais aberta e melhorando a eficiência do ataque. Os próprios arremessadores terão mais liberdade ao receberem um assiste, beneficiados pela fração extra de segundo que a defesa gastará na recuperação.

As novas marcações oficiais da quadra podem ser encontradas aqui:
http://www.fiba.com/asp_scripts/downMana.asp?fileID=1263

Analisando as mudanças de regra (1)

A Federação Internacional (FIBA) modificou algumas regras do basquete. As mudanças valem a partir de 1º de outubro deste ano paras as competições internacionais e a partir de 2012 para os campeonatos nacionais. A LNB, porém, se antecipou ao prazo e já implementará as mudanças para a próxima temporada do campeonato brasileiro, o NBB.

Claramente a proposta da mudança é aproximar as regras da FIBA daquelas utilizadas pela NBA. Mas por quê? A razão principal, suponho, é a predominância de jogadores da liga americana nas principais seleções mundiais; a brasileira, por exemplo, deverá ter pelo menos três jogadores titulares que atuam na NBA. Além disso as mudanças introduzidas devem trazer maior dinamismo ao jogo e tornar as competições mais atraentes.

Uma destas mudanças foi na demarcação do garrafão (também chamado de área restritiva). A antiga figura em forma de trapézio será substituída por um retângulo, porém o comprimento do garrafão (5,8 metros) e a distância da linha de lance-livre para o centro da cesta (4,225 m) permanecerão os mesmos. Estas medidas são virtualmente iguais às da NBA (uma minúscula diferença derivada do sistema pés/polegadas), mas o garrafão norte-americano ainda é mais complexo:
Garrafão da NBA

Garrafão da FIBA
Esta mudança não trará essencialmente nenhuma alteração ao jogo, é muito mais estética que funcional. O antigo garrafão (abaixo) é mais charmoso, mas o atual torna mais prática e precisa a marcação da quadra.

Para quem mora no Paraná

O circuito final da Taça Paraná masculina será transmitido pela TV Paraná Educativa, somente para o Estado. No resto do Brasil poderá assistir quem tiver SKY (canal 115) ou sinal de satélite.
Fonte: http://www.cbb.com.br/noticias/showrelease.asp?artigo=7551

15 de julho de 2010

Novas regras para o NBB

A Liga Nacional anunciou que a próxima temporada do NBB já seguirá as novas regras da FIBA. Veja a notícia em:
http://www.liganacionaldebasquete.com.br/lnb/interna.php?s=imprensa&p=102&cd=940

A mudança no campeonato nacional só seria obrigatória para a temporada de 2012, mas a LNB decidiu adotar a medida desde já, de forma a permitir uma mais rápida adaptação dos atletas brasileiros às competições internacionais.

As principais mudanças introduzidas aproximam o basquete da FIBA das regras da NBA, com o aumento da distância da linha de três pontos, a adoção de um garrafão retangular no lugar do atual em forma de trapézio, a inclusão de uma área embaixo da cesta onde não serão marcadas faltas de ataque, e o ajuste do tempo de posse para 14 segundos após reposição de bola no ataque.

Mudanças excelentes, pois deverão oferecer maior dinamismo ao jogo (salvo a mudança do garrafão que é puramente estética), e ajudar a padronização internacional. Dinamismo e inovação sempre são bem-vindos por parte dos administradores do esporte.

14 de julho de 2010

História do basquete

Quase todo mundo sabe que o basquete começou usando cestos de pêssego como alvo para os arremesso. O nome do esporte vem daí (basket, palavra inglesa para cesto ou cesta), criado como atividade de inverno, em Massachussets, nos Estados Unidos, no ano de 1891. A CBB tem um excelente resumo de como se deu a criação:
http://www.cbb.com.br/conheca_basquete/hist_oficial.asp

No Brasil, os primeiros torneios ocorreram em 1912, em 1922 foi convocada a primeira seleção nacional e em 1933 foi criada a Federação Brasileira, que mais tarde passaria a se chamar Confederação Brasileira de Basketball (o nome original do esporte, na língua inglesa, é mantido até hoje pela CBB).

Nos EUA, o esporte se difundiu muito rapidamente entre as universidades, o que explica a intensa paixão que a liga universitária ainda desperta. Somente em 1946 foi fundada a Basketball Association of America (BAA), que mais tarde se associaria a outra liga para formar a atual National Basketball Association (NBA).
Veja mais em:
http://www.history-of-basketball.com/history.htm

12 de julho de 2010

Resultado do Mundial Sub-17 masculino

Ontem, dia 11, encerrou-se o Campeonato Mundial Sub-17 (jogadores que completam 17 anos ou menos em 2010), com mais um título para os Estados Unidos, desta vez invicto. O domínio norte-americano em competições internacionais é incrível. Veja só:
  • No masculino são os atuais campeões olímpicos, sub-19, e agora sub-17.
  • No feminino, a mesma coisa, atuais campeãs olímpicas, sub-21 e sub-19.
  • Somente no mundial não conseguiram o último título, bronze para as duas equipes, o masculino perdendo uma semifinal surpreendente para a Grécia, e as mulheres sendo superadas pela Rússia, em torneio disputado no Brasil.
Qual o motivo desta supremacia? Na minha opinião, a combinação de esporte + estudos + organização. A NBA fascina, mas o campeonato universitário norte-americano é extremamente bem promovido e organizado, e desperta paixões até mais fortes que no basquete profissional. O mesmo ocorre no "High School", vide a transferência cada vez mais comum de jogadores direto da escola para a NBA (Kobe Bryant e LeBron James, por exemplo).

E ainda há uma gestão global do esporte, vide os esforços na última década para fortalecer o mercado interno extra-NBA, com a criação da D-League e outras medidas que possibilitaram a absorção dos jogadores de segunda linha dentro do próprio país (um tremendo estímulo para que os jovens continuem praticando o esporte e encarando como alternativa profissional).

9 de julho de 2010

Reações a LeBron

Ontem (quinta) à noite a ESPN norte-americana apresentou um grande show para anunciar em qual time LeBron James iria jogar a próxima temporada da NBA. Eleito nos últimos dois anos como o melhor jogador (MVP), e ainda atingindo o auge da sua carreira aos 25 anos, LeBron é um superastro, com um potencial de markenting impressionante. Portanto, nada mais natural que os noticiários fossem dominados pelas especulações à respeito de seu futuro, após o final de seu contrato com o Cleveland Cavaliers.

Pois bem, seguindo a tradição dos EUA de transformar o esporte em evento superlucrativo, a ESPN preparou uma entrevista ao vivo, com duração de uma hora, na qual o jogador anunciaria seu destino. E antes disso o canal ainda exibiu três horas de um especial sobre o evento, com análises e comentários.

Só que não teve uma repercussão muito positiva. Deixou a impressão de um circo armado, a entrevista sendo conduzida em um clube cheio de criancinhas assistindo, todas quietinhas e bem comportadas enquanto um LeBron James humilde e agradecido falava. E logo depois a imprensa especializada, de forma quase unânime, começou a criticar a decisão do jogador, sugerindo que ele tomou um caminho muito fácil ao se juntar com outras duas grandes estrelas (Dwyane Wade e Chris Bosh) no time do Miami Heat.

E para completar, o dono do Cleveland colocou na página oficial da equipe uma carta nada educada sobre a saída da principal estrela do time. Atitude surpreendente, que deverá render uma multa vultosa para o Cavaliers. A carta pode ser lida (em inglês) aqui:
http://www.nba.com/cavaliers/news/gilbert_letter_100708.html

8 de julho de 2010

Contratações lá e aqui

O basquete norte-americano é uma grande referência. Não somente pela concentração de talentos, mas também pelas características de organização e espetáculo que cercam a NBA. As vinhetas, os estádios, os uniformes, a qualidade da transmissão, em imagem e comentários, a constante modernização, a busca de fórmulas para aumentar a competitividade, tudo isso dá um brilho muito maior ao desempenho dos atletas, criando um evento midiático sem concorrentes. Deixa inclusive o campeonato mundial no chinelo.

Até aí nenhuma novidade, mas parece que este conceito de esporte-espetáculo está servindo de inspiração para o basquete brasileiro. A sigla do campeonato - NBB - não poderia ser uma homenagem mais explícita, mas há outras semelhanças. Quem assistiu aos jogos das finais deste ano percebeu a estampa especial no piso das quadras, os uniformes promocionais, a elevada frequência de público. E as partidas foram simplesmente de tirar o fôlego, salvo o jogo 4 vencido com facilidade pelo Flamengo. A quinta e decisiva partida foi até o último lance, com os torcedores do Universo prendendo a respiração nos quatro segundos finais antes de soltarem o grito de campeões.

E agora, enquanto a NBA ferve esperando freneticamente o pronunciamento de LeBron James sobre o seu futuro time, no Brasil as contratações e reforços estão ganhando espaço como nunca. Basta ver que o globoesporte.com dedica uma página especial ao NBB e às movimentações dos clubes. Clique lá:
http://globoesporte.globo.com/basquete/nbb/

5 de julho de 2010

Mundial Sub-17 ao vivo, na FIBATV. E liga de verão na NBA.

Para quem está com saudade dos jogos do NBB ou da NBA, ambos em recesso, a FIBA está transmitindo os jogos do Mundial masculino sub-17, que está rolando até o próximo domingo, dia 11 de julho. Para assistir é preciso pagar dez dólares - com cartão de crédito internacional, incluído no pacote a transmissão do mundial feminino sub-17, que será disputado em seguida. Ainda é preciso ter uma banda larga de boa qualidade (a velocidade real deve ser de pelo menos 300kpbs).

Acesse http://www.fibatv.com/ e escolha seu plano de acesso. Só não vai ser possível ver jogos da nossa seleção, porque, infelizmente, o Brasil não se classificou.

A NBA também transmite ao vivo, por quinze dólares, os jogos da sua liga de verão, que começam hoje e se estendem por duas semanas. É um evento de pré-temporada, onde participam todos os times da liga, com seus jogadores novatos e outros nomes desconhecidos. Acesse em http://www.nba.com/summerleaguebroadband/

2 de julho de 2010

Seleção Brasileira Sub-18/Sub-19

Dia 30 de junho a Seleção Brasileira masculina sub-18 (jogadores que completam 18 anos ou menos em 2010), conquistou o vice-campeonato da Copa América, perdendo a final por 78 a 81 para os Estados Unidos, em uma partida equilibrada, decidida somente no final. O resultado classificou o Brasil para o Mundial da categoria, disputado sempre no ano seguinte ao da Copa América, e por isso mesmo com limite de idade de 19 anos.

O resultado me surpreendeu um pouco, pois o senso comum nos faz imaginar que o time norte-americano deveria passar com facilidade pelo Brasil, dada a diferença de nível entre os dois países. Resolvi, então, ver como o Brasil se saiu nos últimos mundiais para esta faixa etária.

Desde 1991 foram disputados seis mundiais, a cada quatro anos até 2007, e, de lá pra cá, a cada dois anos. Dos seis mundiais, o Brasil só participou de três, com o sétimo lugar em 1991, a oitava posição em 1999 e um honroso quarto lugar em 2007. Desempenho mediano, sem muito brilho, especialmente porque ficamos de fora da última competição, mantendo o padrão montanha-russa de se classificar para um mundial e perder o seguinte.

E os EUA? Conquistaram dois ouros e duas pratas nestes últimos seis mundiais, e são os atuais campeões. Será que o time brasileiro sub-19 vai fazer história em 2011? Infelizmente acho mais provável que os norte-americanos tenham enviado um time B para a Copa América.